Por 13-07-2014

Mercado Imobiliário Brasileiro: quais as melhores e piores regiões para compra e venda de imóveis?

Mercado Imobiliário Brasileiro: quais as melhores e piores regiões para compra e venda de imóveis?

Todos sabemos que o Brasil é um país de dimensões continentais, com regiões extremamente diferentes entre si no que diz respeito à qualidade de vida e ao desenvolvimento econômico e social. De norte a sul podemos encontrar variados índices de crescimento e acompanhar  também a valorização de suas regiões. O desenvolvimento, ou a falta dele, interferem diretamente no mercado imobiliário, pois a valorização dos imóveis será diretamente proporcional ao potencial e crescimento de determinada região.

As melhores regiões para a compra e venda de imóveis serão aquelas mais desenvolvidas ou com desenvolvimento crescente, com maior infraestrutura e IDH. Para o vendedor, isso significa que o seu imóvel será vendido mais facilmente por um valor bem mais alto do que quando o adquiriu, e para o comprador isso significa que apesar do valor alto, ele também tende a se valorizar ainda mais no futuro.

As piores regiões para compra e venda são aquelas com baixo potencial de desenvolvimento, pouca infraestrutura e baixa promessa de crescimento – afinal, é arriscado investir em uma região que não demonstra ter forças e recursos para se desenvolver no futuro. Comprar um imóvel cuja valorização será pequena a longo prazo não parece muito animador, certo? Assim, os vendedores tendem a vender o imóvel por um preço baixo, e quem o compra também não o verá ser valorizado para vendê-lo bem no futuro. Tudo permanece estagnado e sem grandes promessas nessas regiões.

Após essa breve divagação sobre o que define uma boa e uma má região para a compra e venda de imóveis, vamos aos casos concretos, nomeando quais são essas regiões no mapa brasileiro. Ficou interessado? Acompanhe com a gente!

Região Sul-Sudeste

Segundo uma pesquisa da Firjan, dos 500 municípios com melhores condições de vida, 90,8% deles estão nas regiões Sul e Sudeste. Dos 500 municípios com as piores condições de vida, 96,4% estão nas regiões Norte e Nordeste. Isso significa que os melhores lugares para se investir no mercado imobiliário estão nas regiões Sul e Sudeste, principalmente no estado de São Paulo, que possui 98 municípios entre os 100 primeiros mais bem pontuados.

No mercado imobiliário, especificamente, as cidades de São Paulo, Niterói e Santana do Parnaíba lideram o ranking dos imóveis mais caros em 2013, cujos preços médios do metro quadrado foram os mais elevados. Esses dados interessam aos investidores, mas quem deseja apenas morar pode vir a esbarrar na inviabilidade financeira e precisará buscar bairros mais periféricos nessas cidades.

Região Norte-Nordeste

Apesar de a região Nordeste ter sido a que mais cresceu em 10 anos, o município baiano de Tremedal é o pior em qualidade de vida no Brasil. Ele possui alto índice de desemprego, poucas creches e escolas e serviço de saúde deficiente. A infraestrutura deficitária nessas regiões e um desenvolvimento para poucos – baseado na desigual distribuição de renda –, principalmente no interior dos estados, faz com que estas não sejam boas regiões para o investimento no mercado imobiliário. De que adiantam investidores se não haverá uma população com poder aquisitivo para comprar os imóveis e movimentar o mercado?

E então, o que achou do nosso breve panorama sobre os melhores e piores lugares no Brasil para a compra e venda de imóveis? Você tem uma visão diferente sobre o que expomos e gostaria de contribuir com o debate? Escreva pra gente e vamos conversar sobre o assunto!

Juliano Trentin

Publicitário com especialização em branding, gestor de conteúdo do blog Beview e pesquisador do mercado imobiliário.

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