Por 24-07-2019

O futuro do mercado imobiliário: uma visão sobre as tendências e expectativas para o setor

O futuro do mercado imobiliário: uma visão sobre as tendências e expectativas para o setor

A atuação de corretores de imóveis e construtoras, o posicionamento dos clientes e as diretrizes que determinarão o futuro do mercado imobiliário são questionamentos cada vez mais constantes em um mundo cada vez mais digital. 

Nesse mundo onde os clientes não se importam mais se farão negócios online ou offline, o que vale a pena no final das contas é a experiência de compra (ou de locação ou até de venda de um imóvel).

Empoderado por novas ferramentas e tecnologias, no futuro próximo, esse cliente poderá inclusive realizar transações imobiliárias sem o apoio ou auxílio de um corretor.

Ainda que a lei determine a presença de um profissional credenciado pelo CRECI mediando uma negociação entre comprador e proprietário, surgem, ano após ano, opções tecnológicas que aproximam os interessados, sem a necessidade de um terceiro, no caso o corretor de imóveis.

Mas isso significa que o futuro do mercado imobiliário é sem corretor de imóveis? Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Existem muitas mudanças no horizonte e, sim, a presença do corretor será importante, mas não imprescindível, como sugiro neste artigo.

 

O surgimento de um novo corretor de imóveis

 

Se no futuro as tecnologias irão empoderar o cliente, o que dizer da relação do corretor de imóveis com aplicativos e demais gadgets? É o mesmo que dizer que nunca houve uma época em que esse profissional fosse capaz de prestar excelente atendimento como nesse futuro que estamos vislumbrando. 

Aplicativos que permitem compartilhar informações relevantes e atualizadas a respeito de um imóvel; anúncios que oferecem visitas virtuais ou relatórios de dados relacionados a segurança, infraestrutura e histórico de moradores no endereço que está sendo avaliado como nova moradia. 

Com tudo isso a sua disposição, é certo que abre-se ao corretor de imóveis uma nova possibilidade, a de reinventar o seu papel como profissional.

Nessa nova realidade, o corretor deve se perguntar: qual o papel que eu ocupo nessa nova dinâmica? Qual o tempero que só eu sou capaz de colocar nesse caldo?

A especialização e a capacidade de prestar um atendimento que faça sua atuação ser vista como valor agregado e não como uma comissão estão entre os direcionamentos necessários tanto para corretores como para imobiliárias.

 

Os donos dos dados são os donos do futuro

 

Esta frase abre um dos capítulos do livro 21 lições para o século 21, no qual Yuval Harari diz, entre outras coisas, que as empresas que forem capazes de agregar informações não só sobreviverão às mudanças impostas pelas novas tecnologias, mas também serão aquelas reconhecidas pela sua capacidade de fazer negócios. 

Trazendo isso para o mercado imobiliário, as empresas que forem capazes de prontamente oferecer informações detalhadas para um possível interessado em um apartamento em determinado condomínio (como disponibilidade de espaço para passear com pets, características de mobilidade do bairro, melhores rotas para o trabalho, entre outros dados) serão vistas como diferenciadas em um mercado pouco inventivo.

Para exemplificar o que isso significa, cito mais um autor, Jeff Jarvis, em O que a Google Faria?, que aponta para um futuro no qual as imobiliárias terão em seu site e à disposição dos clientes “informações detalhadas sobre os imóveis que ajudaram a vender no bairro, com links com depoimentos além de detalhes da região.”

Jervis aponta para um futuro em que o consumidor, com poder de escolha, poderá adquirir um imóvel sozinho, mas que provavelmente “poderá buscar alguém para lhe ajudar.” 

Essa ajuda, certamente, estará muito mais ligada à capacidade de fornecimento de informações e da reputação dessa empresa em atender bem do que em sua exclusividade em vender este ou aquele imóvel.

 

O futuro do mercado imobiliário é servir bem (para servir sempre)

 

Por mais que seja clichê, cada vez mais o bom atendimento será determinante para que corretores e imobiliárias possam ser vistos como agregadores de valores em uma negociação. 

E para serem vistos assim, será preciso ser  mais que um ponto comercial para assinatura de contratos. Será necessário um alimentos de corretores e imobiliárias com os valores e propósitos que são caros a esse cliente, tão empoderado quanto consciente das necessidades da sociedade.

Que tal se uma imobiliária for também um local onde a sociedade possa se encontrar? Entre as atividades em prol da comunidade existem inúmeras: um biblioteca coletiva, parceria com outras empresas que ofereçam serviços relacionados à moradia, receber artistas locais para exposições, disponibilizar bicicletas ou patinetes para conhecer os bairros.

Se você pensa que esse futuro, em que as imobiliárias são pontos de apoio da comunidade, é uma realidade muito distante, convido você a conhecer os casos da Imobiliária Infinity, de Torres, e da Souza Gomes, em Juiz de Fora. Exemplos incríveis de empresas que entenderam que o futuro do mercado imobiliário é tecnológico, mas é também compartilhado (além de muito mais humano do que o modelo tradicional que conhecemos hoje).

 

Tecnologia é commodity, o seu atendimento não

 

A grande maravilha da tecnologia é oferecer às pessoas acessos a novas e mais funcionais formas de fazer suas tarefas cotidianas. Mas de nada vale a mais alta tecnologia se você não souber operá-la. 

Nesse sentido, voltando ao futuro do mercado imobiliário, é cada vez mais comum empresas que oferecem soluções tecnológicas tanto para clientes quanto para os agentes do setor. Hoje já é possível comprar um imóvel e registrar a escritura em cartório sem sair de casa, apenas conectando ferramentas online.

Acontece que a tecnologia não se mostra suficiente quando a exigência das pessoas pede mais que a fria troca de informações. Mesmo com tanta tecnologia, as pessoas ainda pedem empatia e emoção para gerar uma transação imobiliária com segurança.

Em transações de baixo valor e que acontecem com alta frequência, como a contratação de seguros e viagens por exemplo, a tecnologia é aceita com mais facilidade pelo consumidor final.

Já em transações de alto valor e baixa frequência como a aquisição de um imóvel, a tecnologia é um canal facilitador, mas o fator humano é visto como um diferencial pela maioria das pessoas.

É nisso que os profissionais do futuro devem se agarrar: na capacidade de usar a tecnologia para gerar mais contatos humanos. Oferecer um atendimento humanizado e empático deve ser a tônica do futuro em que a tecnologia se encarregará de fazer a parte mais burocrática dos processos.

O futuro oferece grandes oportunidades para os profissionais do mercado imobiliário que possuem foco na experiência dos seus clientes. Mas, para isso, é preciso que corretores e imobiliárias repensem seu valor e sua forma de atuação.

É nisso que eu acredito. E você? Como enxerga o futuro para o mercado imobiliário? Entre em contato e conte para nós. Quanto mais pessoas compartilhando suas ideias, maiores as possibilidades de visualizarmos o futuro.

Denis Levati

Profissional do mercado imobiliário com experiência em implantação de atendimento online, especialista em otimização de resultados de anúncios e campanhas digitais e editor do blog Beview.

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