Por 05-05-2016

O que o mercado imobiliário pode aprender com o Leicester City, campeão da Premier League 2015/2016

O que o mercado imobiliário pode aprender com o Leicester City, campeão da Premier League 2015/2016

Nessa semana, o Leicester City, clube de pequeno/médio porte sagrou-se campeão da liga inglesa de futebol, equivalente a nossa séria A do Brasileirão. Mas, na prática, o que o mercado imobiliário pode aprender com o Leicester City?

Bom, relacionei 4 tópicos, 3 deles com conclusões, para entendermos o que podemos tirar de lição com esse feito histórico no futebol.

 

1- CENÁRIO

 

Leicester:

A Premier League tem uma divisão de cotas mais justa que o restante dos campeonatos e ligas nacionais. Mas, mesmo assim, como um clube considerado pequeno, com baixos investimentos, conseguiu esse feito histórico num campeonato tão disputado e com 5 ou 6 clubes gigantes? O Leicester tinha acabado de subir de divisão e nesse momento no ano passado ele estava se safando do rebaixamento.

Imobiliário:

Como sua empresa, seja imobiliária, seja construtora, consegue se posicionar no mercado, e mais, gerar resultados expressivos, com crescimento e consistência num período de instabilidade, tendo concorrentes com investimentos superiores? Como ser um Leicester do mercado imobiliário?

 

2 – ESTRATÉGIA

 

Leicester:

Os comentaristas de futebol estão usando a expressão: o time encaixou. O Leicester não tem um time com grandes estrelas, inclusive, o trabalho em grupo está fazendo o potencial individual brilhar, caso de Vardy, Mahrez, Okazaki e Kanté. Eles não tinham uma estratégia inovadora, mas o que eles se propuseram a fazer, fizeram muito bem. Marcação, contra-ataque com saída rápida de bola e finalizações certeiras.

Imobiliário:

Uma empresa com propósitos e posicionamento bastante consolidados. POR QUE nossa empresa existe? Essa pergunta é mais importante do que O QUE a gente vende. Com isso em mente, podemos definir PRA QUEM vendemos, ou melhor COMO AJUDAMOS pessoas ou empresas. Em tempos difíceis, é preciso segmentar, achar um nicho específico ao invés de atirar pra todos os lados, e essa questão de propósito, o grande POR QUE existimos, é fundamental na definição de estratégias.

Conclusão: Definição de propósito e linhas de atuação bem claras.

 

3 – ATUAÇÃO

 

Leicester:

Marcação eficiente: 2 linhas de 4, sempre marcando em zona… 3 cuidando um espaço do campo de frente pra bola… mordem, apertam até o time adversário perder a bola.

Imobiliário:

Identificação das oportunidades, depois de definido seu propósito (esquema de marcação com 2 linhas de 4), é mais fácil ‘marcar’ a oportunidade e monitorá-la. Marcação por zona olhando a bola: foco na dor do cliente. Com time de marketing e vendas ‘entrosado’, marketing sabendo onde e como gerar demanda com ofertas alinhadas aos propósitos da marca, o time de vendas entra rapidamente com contra-ataque eficaz para fazer o ‘gol’, ou fechar a venda. A sintonia entre esses dois departamentos, mais o comprometimento de cada colaborador, é determinante para os resultados serem alcançados.


Conclusão: unificação de times de marketing e vendas, comprometimento com os seguintes passos: planejamento, organização e  execução.

 

4 – OBJETIVO

 

Leicester:

O clube congelou os preços dos ingressos pelo segundo ano consecutivo, apesar de os outros clubes aumentarem o valor. Além disso, o dono do clube, o tailandês Vichai Srivaddhanaprabh, distribuiu cervejas e rosquinhas para torcedores no King Power Stadium no seu aniversário e em outras ocasiões comemorativas.

Imobiliário:

Estabelecer confiança e respeito da base de clientes e prospects. É de lá que tiramos informações para gerar um novo produto, ideias para aperfeiçoar atendimento e, também, é da base que tiramos possíveis vendas. Essa relação saudável com o cliente faz o que nenhuma ação de marketing ou propaganda é capaz de gerar: indicação espontânea.

 

Conclusão: Respeito ao cliente. É pra ele que o seu negócio existe. As estratégias de nada valem se não temos em mente o público. Ainda, não podemos ver no cliente apenas a pessoa que paga a conta, mas sim alguém que a gente ajuda a resolver um problema.


Gostou das ideias? Tem alguma sugestão?

Deixe também sua opinião, dúvida ou pergunta nos comentários.

Até a próxima.

 

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Juliano Trentin

Publicitário com especialização em branding, gestor de conteúdo do blog Beview e pesquisador do mercado imobiliário.

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